terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não, o mundo não vai acabar.


Ainda me restam algumas perguntas que não foram respondidas aos meus seis anos de idade, na bendita fase dos por quês. Tomo, então, a liberdade de repassar a vocês algumas delas:

Por que será que homens acham que basta chamar alguém de linda para conseguir o que quiser?
E por que mulheres imaginam que basta sê-lo para consegui-lo?!

Por que a gente sempre pensa que o mundo vai acabar
E que nada é melhor do que aquilo que se encontra ao alcance dos sentidos?

Ainda mais intrigante é o fato das pessoas em geral preferirem tornar-se castelos mal-assombrados a mansões limpas embora vazias. Faz sentido?

Respostas, nem tanto.
Mas eu tenho um espelho e algum censo crítico.
E como costumo ser o meu próprio objeto de pesquisa,
Com o uso das ferramentas supracitadas, acabei por descobrir em mim certa imaturidade, assim como muitos dos motivos pro desmoronamento de determinados planos.

Por outro lado, a cada ano surpreendo-me comigo mesma,
Com a capacidade que tenho de chegar aonde a minha própria boca declara ser impossível.
Nas áreas mais diversas.

Caminho a passos lentos.
Até ontem eu pensava estar estática, como alguém que morreu e esqueceu-se de avisar.
Mas hoje já percebo que avancei sim, 2009 não foi de todo inútil.

Meu coração é forte. Muito mais que a minha mente.
É nela que moram os tais motivos
A inconstância, a insegurança, o medo, o comodismo... Enfim!

Mas aqui no peito bate alguém determinado.
No momento em que foi formado ele entendeu o seu propósito e desde então não falhou por um só dia. Não cansou, não desistiu.

Órgão de carne, mortal e vulnerável. Mas incrivelmente regenerável.
Arranca as flechas e segue na luta, correndo em frente na busca pela vitória enquanto com gritos entranháveis intimida os inimigos.

E é isso: lutar é a única opção.
Não basta ser, ou dizer. Não.
Existe uma infinidade de coisas e pessoas a serem vividas e é por isso que o mundo NÃO vai acabar (pelo menos não no sentido figurado!).

A cada vez que me supero, a minha fé se renova, meu espírito se alegra. E eu vejo que eu posso sim, muito mais do que imagino.
Se a vida é mesmo um combate, a luta é a única coisa garantida. Não havendo opções senão lutar
Até o fim!
E deixar o fim, pro fim.

Só faço questão de arrancar cada flecha. Deixe que fiquem apenas as cicatrizes.
Afugento todos os fantasmas. Se algo deve morrer, pois bem, que morra.
Mas morra resolvido.
E não deixe nada além de boas lembranças e, quem sabe, algumas fotos.

A luz, o ar, me são muito mais necessários que a companhia.
Pois a força de que preciso é tão sobrenatural quanto a sua própria fonte.

Fantasmas furtam as cores, sufocam a alma, afastam o triunfo,
Sorvem a força da vida!
Não tenho tempo para alimentá-los. Estou em guerra,
Dessa vez, por mim.

domingo, 15 de novembro de 2009

Desculpa, de novo.


Ta bom, desculpa!
Mais uma vez eu te peço
Afinal tenho achado dificil acertar ...

Enfim, eu paro.
Mais uma vez eu paro,
Embora essa tenha sido (ou esteja sendo) diferente de todas as outras.
.
Tentando desligar o meu modo egoista
Eu vou seguir em frente
E nos deixar em paz.
.
Talvez você tenha sido mesmo muito mais sábio que eu ao desistir antes de tentar.

sábado, 14 de novembro de 2009

Sim, te amo, a seco.



O que eu sinto é indescritível...

Hoje eu diria que te amo,
Sem medo eu diria com os olhos nos teus
Mas diria se pudesse vivê-lo, pois de outra forma, inutil, ou ainda nocivo, seria.

Mesmo sem dizê-lo, sinto.
Sem voz nem esperanças
Temo ter que te deixar ir,
Temo ter que faze-lo já...

Quando tudo que eu queria era dizer,
Quando tudo que eu queria era viver.

domingo, 18 de outubro de 2009

trechos de Nobody's home [by avril lavigne]



I couldn't tell you
Why she felt that way
She felt it everyday
I couldn't help her
I just watched her make
The same mistakes again
What's wrong, what's wrong now
Don't know where she belongs
Where she belongs

She wants to go home, but nobody's home
That's where she lies,
broken inside
With no place to go, no place to go
To dry her eyes, broken inside
Open your eyes
And look outside
Find the reason why...
And now you can't find
What you left behind

Be strong, be strong now
Don't know where she belongs
Where she belongs

Her feeling she hides
Her dream she can't find
She's losing her mind
She's falling behind
She can't find her place
She's losing her faith
She's falling from grace
She's all over the place

She's lost inside, lost inside

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vai um sonho em anexo.


Como uma vítima de amnésia em recuperação ao ver as fotos de casa, sou eu ao ver fotos de lugares alem fronteira. Parece que lá pertenço! Nítida sensação de atração.

Ao ver fotos de amigos ao longe, em ruas estrangeiras, rodeados de rostos alegres e caucasianos... Lembro-me de mim, eu deveria estar ali.
Não, não é inveja. Nunca foi.
É só certeza, límpida certeza de que devo ir.
.
Não sei como, pra onde ou por que.
Não sei o que me espera, nem mesmo se seria algo bom ou o simples reconhecimento de que sempre estive errada e que a minha felicidade reside sim aqui, onde moram as minhas raízes.

Mas o que fazer? Quando o mundo me chama, como se sussurrasse em meus ouvidos palavras de um futuro brilhante. Dias literalmente simples, mas verdadeiros...
Dias meus? Nossos? Não saberia explicar.
.
É incrível, quase inacreditável e não sei de onde vem tal sentimento. Talvez seja inerente a mim, anexado ao meu coração em alguma altura dos benditos nove meses.
.
Mas eu amo o estrangeiro, amo, amo e sempre amei. Presente e passado perfeitos! O futuro ainda é uma incógnita... Mas não me parece diferente.

É como se algo me esperasse lá.

No presente imediato busco formas, traço planos, sonho alto! Na altura das nuvens me vejo, com sorriso nos lábios, lagrimas nos olhos... Dando tchau pra tudo que me é adoravelmente comum e cotidiano, e oi pra minha vida. Que ali deixei não sei quando, mas que voltei pra recomeçar.

Que fique claro que não acredito em reencarnações. Talvez um chamado, ou outra coisa qualquer. O que importa é pertencer... Importa ser, muito mais que parecer ou dever.

Aeroportos internacionais me divertem pelo simples fato de ouvir todas aquelas línguas. Meus ouvidos se aguçam, meu coração se alegra e minha mente se determina. “Ainda vou aprendê-las, ainda vou vivê-las”. Se assim Deus permitir.

domingo, 11 de outubro de 2009

Meu lance final


Que vontade de gritar!
Vontade de te ligar...
De sair por ai de qualquer jeito, pra qualquer lugar

Que vontade de mudar
De extravasar
Vontade de te abraçar...
Pensando bem, acho que em teu abraço todas as outras iriam passar.

Mas você já foi...
Você já não é, ou não demonstra ser
Deixa-me querer sem ligar
Ri só, sem se importar

Tudo bem por mim,
O sol quente sob meus pés dói, mas fortifica
Ou não!

Prefiro sofrer a endurecer pelo tempo.
Afinal quero envelhecer com olhos sensíveis as cores dos dias e dentes expostos em um sorriso sincero
Construir felicidade sobre o solo que por enquanto só vê escavação

Não sei,
Sem saco pra ambigüidades...
Vontade de gritar!
De te ligar...

Tua voz é o meu lance final.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A um tesouro que já não me pertence


Eu sei, eu sei, faz tempo!


E já nem somos mais quem pensávamos ser... Com o tempo e a distancia descobrimos diferenças e incongruências nos conceitos que tínhamos um do outro.

Mas nem por isso deixas de ser um tesouro, jamais! Podes não ser meu, mas ainda o és.

Também sei que talvez use desse texto pra convencer-te das tuas próprias qualidades, poderia ainda vê-lo como fraqueza minha, ou considerá-lo como um troféu em tua estante. Já não me importo.

Estive a refletir nesses últimos dias, coisas muito alem de ti. Pensei sobre a juventude e a sua brevidade, e então sobre a minha própria vida nesses quase 21 anos. Descobri que fazes parte dela, garoto. E escrever é a minha maneira de dizer. Então...

Nesse exato momento nem mesmo sei o que preciso te dizer. A nossa historia tu bem conheces! Em uma semana vivemos uma aventura cinematográfica! Sem dublês e sem muitos "efeitos especiais" [o que hoje me faz pensar melhor...]

A emoção ficava por conta da tua própria presença. Os teus olhares e cuidados me conquistaram [tenho que admitir!] e o contexto... Perfeita sintonia! [deves concordar comigo]

Lembra da carta que eu nunca entreguei? Pena não tê-la hoje comigo, se tivesse, com certeza mandaria!

Vejam todos que mudei, há certas coisas que não vale a pena calar. E daí que passou? Não espero recuperar o tesouro, pois ele, na verdade nunca foi meu, apenas tive o privilegio de cuidá-lo por alguns dias... E sim! Vale à pena.

Então com um oceano a atrapalhar, sofri de saudades... Mas conheci as tais saudades! E com o tempo, as ondas desse mesmo oceano nos afastaram e afastaram até entregar-nos em braços estranhos (hoje já familiares).

Enfim, penso que talvez o objetivo desse texto seja agradecer-te (e a Deus) por dias tão coloridos, embalados pelos risos mais leves e ilustrados pelas emoções mais diversas. Lembrar-te que é especial, único, e valioso tesouro. Não se considere nem deixe que o tratem por menos.

Desejo-te o melhor nessa vida e na próxima [inclusive um amor de verdade, como foi a paixão que tivemos, porque o amor, esse sim, nunca acaba].

Desnecessário seria acrescentar que as escadas rolantes nunca mais foram as mesmas, e que tenho certeza que o snowboard então... Restam-nos apenas fotos e memórias, queridas memórias.

Um brinde à juventude!