domingo, 18 de outubro de 2009

trechos de Nobody's home [by avril lavigne]



I couldn't tell you
Why she felt that way
She felt it everyday
I couldn't help her
I just watched her make
The same mistakes again
What's wrong, what's wrong now
Don't know where she belongs
Where she belongs

She wants to go home, but nobody's home
That's where she lies,
broken inside
With no place to go, no place to go
To dry her eyes, broken inside
Open your eyes
And look outside
Find the reason why...
And now you can't find
What you left behind

Be strong, be strong now
Don't know where she belongs
Where she belongs

Her feeling she hides
Her dream she can't find
She's losing her mind
She's falling behind
She can't find her place
She's losing her faith
She's falling from grace
She's all over the place

She's lost inside, lost inside

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vai um sonho em anexo.


Como uma vítima de amnésia em recuperação ao ver as fotos de casa, sou eu ao ver fotos de lugares alem fronteira. Parece que lá pertenço! Nítida sensação de atração.

Ao ver fotos de amigos ao longe, em ruas estrangeiras, rodeados de rostos alegres e caucasianos... Lembro-me de mim, eu deveria estar ali.
Não, não é inveja. Nunca foi.
É só certeza, límpida certeza de que devo ir.
.
Não sei como, pra onde ou por que.
Não sei o que me espera, nem mesmo se seria algo bom ou o simples reconhecimento de que sempre estive errada e que a minha felicidade reside sim aqui, onde moram as minhas raízes.

Mas o que fazer? Quando o mundo me chama, como se sussurrasse em meus ouvidos palavras de um futuro brilhante. Dias literalmente simples, mas verdadeiros...
Dias meus? Nossos? Não saberia explicar.
.
É incrível, quase inacreditável e não sei de onde vem tal sentimento. Talvez seja inerente a mim, anexado ao meu coração em alguma altura dos benditos nove meses.
.
Mas eu amo o estrangeiro, amo, amo e sempre amei. Presente e passado perfeitos! O futuro ainda é uma incógnita... Mas não me parece diferente.

É como se algo me esperasse lá.

No presente imediato busco formas, traço planos, sonho alto! Na altura das nuvens me vejo, com sorriso nos lábios, lagrimas nos olhos... Dando tchau pra tudo que me é adoravelmente comum e cotidiano, e oi pra minha vida. Que ali deixei não sei quando, mas que voltei pra recomeçar.

Que fique claro que não acredito em reencarnações. Talvez um chamado, ou outra coisa qualquer. O que importa é pertencer... Importa ser, muito mais que parecer ou dever.

Aeroportos internacionais me divertem pelo simples fato de ouvir todas aquelas línguas. Meus ouvidos se aguçam, meu coração se alegra e minha mente se determina. “Ainda vou aprendê-las, ainda vou vivê-las”. Se assim Deus permitir.

domingo, 11 de outubro de 2009

Meu lance final


Que vontade de gritar!
Vontade de te ligar...
De sair por ai de qualquer jeito, pra qualquer lugar

Que vontade de mudar
De extravasar
Vontade de te abraçar...
Pensando bem, acho que em teu abraço todas as outras iriam passar.

Mas você já foi...
Você já não é, ou não demonstra ser
Deixa-me querer sem ligar
Ri só, sem se importar

Tudo bem por mim,
O sol quente sob meus pés dói, mas fortifica
Ou não!

Prefiro sofrer a endurecer pelo tempo.
Afinal quero envelhecer com olhos sensíveis as cores dos dias e dentes expostos em um sorriso sincero
Construir felicidade sobre o solo que por enquanto só vê escavação

Não sei,
Sem saco pra ambigüidades...
Vontade de gritar!
De te ligar...

Tua voz é o meu lance final.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A um tesouro que já não me pertence


Eu sei, eu sei, faz tempo!


E já nem somos mais quem pensávamos ser... Com o tempo e a distancia descobrimos diferenças e incongruências nos conceitos que tínhamos um do outro.

Mas nem por isso deixas de ser um tesouro, jamais! Podes não ser meu, mas ainda o és.

Também sei que talvez use desse texto pra convencer-te das tuas próprias qualidades, poderia ainda vê-lo como fraqueza minha, ou considerá-lo como um troféu em tua estante. Já não me importo.

Estive a refletir nesses últimos dias, coisas muito alem de ti. Pensei sobre a juventude e a sua brevidade, e então sobre a minha própria vida nesses quase 21 anos. Descobri que fazes parte dela, garoto. E escrever é a minha maneira de dizer. Então...

Nesse exato momento nem mesmo sei o que preciso te dizer. A nossa historia tu bem conheces! Em uma semana vivemos uma aventura cinematográfica! Sem dublês e sem muitos "efeitos especiais" [o que hoje me faz pensar melhor...]

A emoção ficava por conta da tua própria presença. Os teus olhares e cuidados me conquistaram [tenho que admitir!] e o contexto... Perfeita sintonia! [deves concordar comigo]

Lembra da carta que eu nunca entreguei? Pena não tê-la hoje comigo, se tivesse, com certeza mandaria!

Vejam todos que mudei, há certas coisas que não vale a pena calar. E daí que passou? Não espero recuperar o tesouro, pois ele, na verdade nunca foi meu, apenas tive o privilegio de cuidá-lo por alguns dias... E sim! Vale à pena.

Então com um oceano a atrapalhar, sofri de saudades... Mas conheci as tais saudades! E com o tempo, as ondas desse mesmo oceano nos afastaram e afastaram até entregar-nos em braços estranhos (hoje já familiares).

Enfim, penso que talvez o objetivo desse texto seja agradecer-te (e a Deus) por dias tão coloridos, embalados pelos risos mais leves e ilustrados pelas emoções mais diversas. Lembrar-te que é especial, único, e valioso tesouro. Não se considere nem deixe que o tratem por menos.

Desejo-te o melhor nessa vida e na próxima [inclusive um amor de verdade, como foi a paixão que tivemos, porque o amor, esse sim, nunca acaba].

Desnecessário seria acrescentar que as escadas rolantes nunca mais foram as mesmas, e que tenho certeza que o snowboard então... Restam-nos apenas fotos e memórias, queridas memórias.

Um brinde à juventude!

sábado, 8 de agosto de 2009

Eu, versão 2009.

Meus amigos, minha fé, minhas dúvidas,
Minhas viagens [físicas e psicológicas].
Minha mãe,
Meu pai,
Minha avó,
Meus irmãos, cunhadas, sobrinha [plural em breve lol]
E o orgulho que tenho de cada um deles.

Eu sou meus sonhos, minhas frustrações, minhas determinações e desistências.
Meus medos, minhas ansiedades e a coragem [essa não é minha].
A razão que me atormenta e me impede de ser como todo mundo.
O sobrenatural.

Eu sou a responsabilidade que eu sinto sobre mim, a obediência, e a vontade de fugir.
As línguas que falo, as frases que calo.
O cuidado que dou e o amor que guardo.
Sou também as saudades que sinto e as vontades sem sentido.

Constituída de milhares de ditados, versículos e provérbios. Formada de milhões de olhares de amor e de repreensão.
Eu sou cada um dos meus cachorrinhos de estimação, sou cada vitória que conquistei e que presenciei.

Cada gringo que passou na minha vida, cada exemplo, cada despedida.
Cada anseio desesperado de ser melhor. Minha vontade de mudar, eu sou.

Rebeca foi o nome que me deram antes mesmo de me conhecer.
Aquela que cativa, profetizaram.
Aquela que cativa, concordaram.
Definitivamente indefinida, pensei.

Sou ainda cada abraço que recebi, cada sorriso que sorri.
Cada “não” que disse.

Cada braçada a mais, cada kg a mais, cada km a mais,cada aula a mais, superação.
Cada sacrifício que fiz e os que deixei de fazer.

Eu sou mais do que me ensinaram a ser, embora menos do que deveria.
Sou o que vi, o que senti e o que deixei de viver.
Minhas experiências, minhas decisões... Portanto, [u]minhas conseqüências[/u].
Eu sou quem eu serei.

Os amigos que já não tenho, os primos e tios mais distantes,
O interior do meu pai e o bisavô que já não é. Nem imaginam, mas são parte de mim.

A consciência da brevidade do tempo e da futilidade das coisas. E o paradoxal interesse por elas, eu sou.

Sou quem não quero, e mesmo assim eu sou por querer.

Os livros que ainda espero ler [e por que não escrever?]
O orgulho da minha brasilidade, e a vontade de ter nascido bem longe.
O desejo de fazer tudo ao contrario.
Ou o de mudar o mundo e ganhar medalhas, enquanto deito no sofá e assisto The OC.
Ah, The Oc. Também faz parte de mim.

Cada 10 em inglês e cada 2 em matemática.

Eu sou a minha fanática torcida por cada uma das minhas amigas.
E a fervorosa flamenguista desinformada.

Eu sou a que sempre tem uma opinião, mas nem sempre tem que informar.
Eu sou a que se cala quando precisa pensar, e a que se cala quando precisa falar.
Mas sou ainda a que fala, quando precisa ajudar.

Eu sou a mais fria dona de um coração de manteiga.
E segundo Talita, a indecisa mais decidida que ela conhece.

Sou o que as musicas me fazem sentir
A barra de chocolate depois de um filme romântico e os pensamentos que me visitam em algum momento solitário diante de qualquer paisagem
[b]Sou a força que finjo ter, e a que tenho sem saber.[/b]

Eu sou as minhas esquisitices,
A culpa que sinto por não te amar.
Meu ipod, minha cama, meu passaporte... Papel e caneta! O som do meu carro.
O romantismo reprimido, o sarcasmo exarcebado, eu sou?

Descobri desde cedo que nem sempre sou o que pareço...
Muito menos o que penso ser.

A que olha nos olhos.
A que preza por respeito e educação.
Incansável perseguidora de uma tal criatividade.
Eu sou a que não consegue reter certas lágrimas

Sou o sonho de uma dança.
O sonho de uma multidão.
O sonho de uma definição.

Eu sou o que escolho ser.

Cada livro da bíblia que nunca consegui ler, e os que já li mil vezes.
Sou a que de repente quer realizar vinte anos em meia hora e pouco depois, só sobreviver
Minhas hipérboles, eu também sou.
Minha teimosia, eu também sou

A que tem medo de se descrever e acabou de fazer.
O maior nome de qualquer lista de chamada.
A que deseja ser por ser e não por relacionar.
A brisa, o mar... da ilha que a minha essência nunca deixará.

A minha vontade de ser,
E a que já deveria ter parado de escrever,
Essa sou eu.

sábado, 4 de julho de 2009

Ao meu amor

Quem é você que eu tanto quero?
Quem é você que tanto espero?

Amor,
Amor da minha vida,
Luz das minhas manhãs,
Refugio das minhas noites,
Voz do meu consolo,
Peito do meu abraço,
Ouvido das minhas confissões
E declarações de...

Amor!
Amor da minha vida,

Voz que me acalma a alma,
Riso que me alegra o dia,
Olhar que protege,
Beijo que derrete
Meu coração gelado não vai te resistir
As muralhas que construi finalmente hão de cair...

Quem é você que toma o meu tempo e me rouba o chão antes mesmo de se apresentar?
Quem é você que, desde já, me faz sonhar?

Ele, Ela: uma letra de diferença.


Renuncia é seu nome
Às vezes parece-me ter nascido pra ser mártir

Menino forte, solícito, maduro e sempre compreensível
Por dentro ele sente, por dentro ele sofre
Não entendo seu gosto por morte.
Mata seus sonhos e desejos,
Rejeita sua sorte.
Menino,
Menino...

Olha! Lá vem a vida
Vem correndo ao teu encontro,
Não parará a tua frente.
Se não te aluir,
Como um touro enfurecido te atropelará.
Drama? Dir-me-ás um dia, se estou a exagerar...

Menino, não esqueça teus princípios,
Mas traz também à memória o sangue que corre em tuas veias!

Não ligues pra mim,
Sou apenas uma voz.

Não sou a do juízo, não
Nem mesmo a da perdição...
Sou só a voz do coração que amordaçastes em teu peito,
Algemastes e condenastes
Sem nem antes dar-lhe a chance de se defender.

Meninos que não dão trabalho aos outros, dão muito mais a si mesmos.
Ninguém vê nem imagina...
E esse mesmo ‘ninguém’ viverá os dias que estas a desperdiçar.

Trair ao próximo é pecado, sim, o sabemos.
E quanto a si mesmo? Não seria covardia?