domingo, 23 de dezembro de 2012

Mais um de nem tantos.

Então, sobrevivi! A mais um fim do mundo dentre tantos desde que cheguei aqui. Lembro que quando eu era criança, de uns 8 anos de idade vi em um noticiário, na televisão, que um meteoro cairia e acabaria com tudo que me era familiar. Eu mal tinha chegado e a festa já iria acabar? Achava tudo tão lindo, um desperdício! Além disso, o que viria depois? Chorei, mas passou e o mundo continuou, igual ou nem tanto. Sob alguns aspectos o mundo vai acabando, sob outros, começando. Talvez seja isso que o torna tão difícil de “deixar ir”.

Mas, e se? E se dessa vez fosse verdade? Essa é uma das certezas que ninguém no mundo pode ter. A gente nega e se mantém sob controle baseado em todas as experiências anteriores, mas na nossa existência, cada segundo é uma surpresa. Não temos domínio sobre o que nos acontecerá no segundo a seguir, não podemos nem mesmo garantir que haverá oxigênio para respirar até que pensemos em alguma coisa. Somos frágeis, vulneráveis e mesmo nessas condições, não sabemos até quando.

Diferente de todas as minhas experiências de fim de mundo, a minha fé promete uma que vem sem anuncio, diz que virá “como um ladrão à noite”. Ninguém espera um ladrão, na verdade a gente pensa que nunca acontecerá com a gente, com a nossa casa. Como o fim do mundo?

Mas, e se? A pergunta que todos se fazem, com respostas tão variáveis ou mudanças de assunto. Arriscarei-me a rabiscar a minha. Impossível não divagar. Em 24 anos por aqui, eu aprendi mais do que esperaria, mesmo sabendo que aprendi quase nada do que tive ao meu dispor. Aprendi inclusive que é arrogância e estupidez bater no peito e dizer que de nada se arrepende.

Eu tenho arrependimentos e a esperança de corrigi-los a cada dia que eu “ganho” a mais. E com um ano novinho começando daqui a 09 dias, refaço os meus planos, na tentativa de atingir o alvo. Alvo muito claro pro meu coração, difícil é treinar os pés pra chegar lá... Treinar os impulsos, as benditas preferências.

E o que me faria ir até o fim do mundo sabendo que mesmo não tendo ficado tanto, valeu ter vindo até aqui? Sem sombras de dúvidas a minha família, cada dia ao lado de pessoas tão excepcionais. Valeu os amigos que fiz, e cada ponte que me trouxe o amor que é meu. Cada gargalhada, cada brisa, cada momento de lucidez diante de um lugar nunca antes por mim visitado. Cada momento de euforia com amigos, em festa, em música, e os como esse, solitários. Todos me valeram importantes lições.

Já não quero dar tanta importância às coisas, às marcas, e à opinião de terceiros. E isso tenho aprendido já há bastante tempo, cada dia um pouco mais. Aquela velha historia, de que nem sempre as pessoas que você valoriza são as que vão valoriza-lo, isso é básico e não merece nem um grau a mais na temperatura da minha preciosa cabecinha. Em compensação, amigos sempre serão! E isso me traz até um alívio existencial (risos).

Amo com a mesma intensidade amigos que não vejo há muito, e me sinto igualmente íntima quando os reencontro. Torcemos e lutamos uns pelos outros não importa a que distancia, e eles saberão quem são. Há que se diferenciar o que vale ser levado a sério, o que vale o meu arregaçar de mangas, e o que é simples imaturidade. O mundo tenta confundir, mas o tempo ensina a distinguir.

O que importa na minha vida é o amor. Tenho amado poucos e isso é um erro a corrigir, mas aos que amo, amo muito. Amo com tudo que disponho e se não for suficiente, busco mais, onde for.

Mais uma vez o mundo não acabou, no entanto mais um ano vai se despedindo, mesmo sendo mais um de nem tantos, vou considera-lo uma segunda chance (ou vigésima quarta). E em 2013, vou buscar menos aprovação, me importar menos com o que você possa pensar, e vou amar muito mais. O meu ídolo, veio à Terra pra amar, morreu em meu lugar e me deixou pra continuar o trabalho que Ele começou. Esse ano, eu vou tentar.

2 comentários:

'linneeeee! disse...

mto boom! =)

António Je. Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.