
O número de vezes em que eu insistir em olhar pros meus pés é exatamente igual ao número de vezes em que eu vou afundar. Esse devia ser o meu mantra! Enquanto sobre as águas, ou SE sobre as águas, Jesus é o referencial de equilíbrio. E esse é um princípio simples, aprendemos coisas muito mais complexas no colégio, complexas e por vezes inúteis. Mas esse simples princípio, ou a sua ausência, tem me causado algum desconforto.
Quantas vezes eu me jogo sobre o mar, olhando pra Jesus, com um coração puro, bem intencionado e até determinado, mas quando as ondas batem nos meus pés... Olho pra baixo e lembro quem sou, ou melhor, quem não sou. Sim, mulher de pouca fé, eu sempre duvido.
Ele é o meu motivo. O amor da minha vida e Senhor do meu destino, como digo desde adolescente. Ele acende o meu coração como nada mais no mundo consegue. Nenhum sonho, nenhuma paixão me move como Ele o faz. Mas seria tão mais fácil se fossemos automáticos... Tão mais tranquilo andar sobre um lago, por que tinha que ser sobre o mar? Tem que ser sobre o mar?
Dia e noite, ondas vem sobre nós. Quando tudo está claro e você não está só, as ondas ainda estão lá, quando tudo é escuridão e solidão, as ondas não descansam. Ondas de oportunidades, únicas, jamais se repetem; ondas de dificuldades, as quais devem ser corajosamente resistidas; ondas de alegria, ondas de boas ou más notícias, ondas de desanimo... Fato é que, como já dito, Jesus é o ponto de equilíbrio quando estamos sobre o mar. Olhar pros pés é afundar. Olhar pra nossa humanidade, pras nossas próprias capacidades, pras probabilidades, dependendo da sua personalidade pode trazer desanimo ou orgulho, sentimentos igualmente pesados que te levarão pro fundo, pro fracasso.
E, além de humano, é cansativo afundar e levantar sucessivamente... Eu, particularmente, sempre me sinto muito tentada a voltar pro barco do comodismo e deixar a vida me levar. Mas quando eu começo a nadar de volta pra minha insignificância (porque admito que começo), Ele vem e me oferece a mão, e eu não consigo resisti-Lo, quero nunca conseguir. O sobrenatural, o milagroso, o improvável e até mesmo “ridículo”, atrai-me como ar pra pulmões que se afogam. Eu prefiro me lançar ao mar uma vez mais, olhar nos Seus olhos uma vez mais e dar quantos passos puder. Quantos serão dessa vez? Não sei, mas eu não vou desistir. E essa é a minha decisão.
Texto: Mateus 14: 24 – 31.
Música: Caught in your eyes – Josh Baldwin.
Um comentário:
Faço suas as minhas palavras,meu desabafo e pedidos. Isso me faz lembrar das poucas promessas que fiz a mim mesma nesse ano.Porém,sempre vem àquela faalta de fé(por vezes duvido demais,me inquieto demais...).Mas disse que não ia desistir,nem de mim,nem do meu Deus e daquilo que ele colocou na minha vida.
Tudo que quero é poder ter sabedoria para compreender as oportunidades,porque há certos momentos em que quero jogar tudo pela janela...ACABAR(só balela porque não tenho coragem..rs,no entanto,sinto que esse tipo de comportamento entristece Deus).Mas
Ele está sempre aqui para me disciplinar. Se hoje tenho o que tenho,é graças a disciplina Dele.Eu quero sempre parar para ouvi-lo.
Quero elevar meus olhos ao alto em vez de ficar sempre olhando para meus pés(e isso me entristece tanto!)...
"Eu não vou desistir. E essa é a minha decisão".
Recomendo também Mateus 6.26[taí uma passagem que me constrange e me persegue.Por que será em,pq será? lol]
No mais,ótimo texto! Sempre venho aqui para ver se tem um novo post rs Gosto de ler esse blog.
- Hortência Melo
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