segunda-feira, 9 de março de 2009

Mito de duas almas bélicas.



“Hoje, com os meus pés no teu campo de batalha,
Mais que nunca, reconheço e admiro tua força.



Demorei a chegar aqui, eu sei.
E te vejo ainda a se debater contra o vento, ferido,
Sem perceber que já se foram os inimigos.

Nesse campo acidentado, regado pelas tuas lágrimas
Eu vejo a minha imagem agora, e temo não ter a mesma força.
Força essa inerente a heróis... Não a mim.

Perdi-me várias vezes a caminho dessa batalha,
Pondo assim, a vitória a perder, a vida em cheque,
E o amor em dúvida.

Poderia dar-te mil desculpas,
Algumas delas genuinamente fundamentadas.
Em vez disso, prefiro crer que o roteiro dessa jornada não foi traçado ao acaso
Desenhado pelos nossos pés incertos e vontades desregradas.

Mas que em cada esquina, se buscássemos atentamente,
Talvez veríamos o dedo de Deus a guiar-nos
Por um caminho de paciência, de excelência.
Afinal, as melhores coisas são sempre mais caras...”

Mas quem é essa que o fala?!
É merecedora de confiança?
Não empenharia a minha palavra por ela.

Não é digna de pedir-te atenção, proteção.
Pois nem mesmo sabe o que faz!
Moça de coração inflamado, nem sempre controlado por sua mente forte
Mas às vezes, impotente diante das canções de príncipes estrangeiros.

E quem é esse que a ouve?!
Guerreiro incansável, doce apaixonado
Não notado, por tanto tempo.
Merecedor de segurança, amor eterno...
Do apoio e incentivo que necessitam os heróis que à guerra vão.

O “era uma vez” já se fez,
Os dragões de hálito ardente se apresentam a cada dia,
O “felizes para sempre” certamente virá.

Se és o príncipe do seu reino,
Somente Deus há de julgar.

5 comentários:

Anônimo disse...

Quanto talento!!

Paola

Anônimo disse...

os dois textos foram vc q escreveu ? hmmmm muito bom amiga, heheh, preciso aprender com vc! =)

Anônimo disse...

menina do coração doido

Rebeca Arrais disse...

Anônimo,
Só pq vc não entende não quer dizer que não faça sentido.

Anônimo disse...

Mente forte é?
Uma característica interessante em uma mulher.

Rodrigo Oliveira