Esperar é tão difícil!E por que então escolhemos sempre o mesmo verbo?
Por que não “viver”? Ou “aproveitar”?
Ou ainda “descansar”?
Hoje me peguei mais uma vez fazendo aquela mesma pergunta:
“Será que um dia...? Será?”
Que pergunta insistente! Não me deixa...
Parece que sai pra dar voltas, mas sempre volta a me perturbar!
Eu quero paz! Posso?
Quero descansar de verdade.
Parar de controlar a minha mente que fica viajando sem sair do lugar, imaginando mil coisas, criando medos, preconceitos e desejos inexistentes. Tudo virtual! Sem passado, nem futuro.
Ou botando em condicional coisas que por certo virão (só não sei quando, mas virão!).
Findar-se-ia isso algum dia?
Desconfio que não. Afora quando formos embora.
Quando deixarmos esse corpo, pérfido traidor do seu próprio morador.
Ou pior, em vez de acabar, quando cansa, a incerteza cede lugar ao companheiro “saudosismo”.
Este importuna ainda mais, pois o futuro pode ser incerto, mas o passado é imutável.
Queria viver um dia de cada vez,
Seguir ao pé da letra (ao pé, à mão e tudo mais) o velho “carpe diem”. Mas desconfio ser utopia. Não sei se conseguiria.
Até porque se engana quem equaliza “arriscar” a “aproveitar”,
Ou limita “viver”, mesmo que ao mais nobre "amar".
Viver é um verbo amplo demais.
Demais para nós, pobres mortais.
Ele engloba todos os outros em tempos distintos. De forma que um mesmo verbo, em dois tempos, pode ser íntimo ou inimigo do soberano em questão.
Tudo muito dúbio!
Demasiadamente grande para mim...
Enfim! Eu só queria paz.
(Queria mesmo?)






